Neta de escravos, nasceu em uma família de lavradores bastante humildes. Por mais de 36 anos trabalhou como empregada doméstica. Só depois de aposentar-se dedicou-se com mais regularidade à pintura e outras artes. Em trajetória autodidata, fixou-se em temas do folclore brasileiro, mesclando memórias de sua infância e referências do presente, tendo sido premiada em Bienais Naif do SESC Piracicaba, a partir dos anos 1980. Possui obras também em cerâmica. E é autora de livros infantis, como A Galinha Carijó, Conflito entre os Astros, A Gata Malhada, O Folclore de Piracicaba, assim como obras voltadas a temáticas mais específicas, como 303 anos sem Zumbi e Manual da Empregada Doméstica.
Arquiteta, pesquisadora em arte manualista, é uma das idealizadoras do Coletivo Colar de Lina. Voltada à pesquisa e produção de arte através de bordados, tem refletido sobre metodologias que buscam unir a relação entre gestos que envolvem e constituem cada ponto, num universo em que se mesclam a performance dos corpos e questões poéticas. Em grupo de pesquisa em atuação desde 2016, Tecituras de Lina, propõe “o bordar sem risco ou sem um traçado prévio, e desterritorializar a técnica, ampliando assim a percepção para a relação entre materialidade, corpo e fazer.” Tem participado de oficinais, inclusive virtuais, sobre sua proposta, assim como oferecido cursos específicos sobre o gesto de bordar. O Coletivo Colar de Lina se constitui em plataforma com objetivo de desenvolver vivências artísticas inter-linguagens, como dança, artes-manuais, música e narração de histórias, para adultos e crianças.
Artista plástica com forte viés experimental, nasceu em 1938, no bairro Monte Alegre. Desde sua formação em artes plásticas, nos anos 1960, Marilu se dedica a criar e desenvolver novas propostas especialmente em xilogravura. Mas seus trabalhos também abrangem xilogravura em cerâmica, papel e tecido. Suas xilogravuras ganharam reconhecimento em mostras coletivas e individuais no Brasil e exterior, bienais, assim como em salões de Belas Artes e Arte Contemporânea. Mantem ateliê em Piracicaba, onde ministra oficinas e cursos, além de preservar várias de suas obras em exposição. Foi professora de artes da rede pública de ensino até se aposentar. O livro “Xilogravura – 50 anos” reúne cerca de 80 de seus principais trabalhos desde a década de 60.
Nascida em 1997, faz parte da geração de grafiteiros, que vai crescendo em participação feminina. Primeira mulher a grafitar um prédio em Piracicaba, foi uma das fundadoras do Coletivo Caravana, nascido em 2018, com amigas que também se voltavam ao desenho. Desde então, o Coletivo tem transformado paredes e muros de Piracicaba em espaço de expressão artística sobre questões a respeito da mulher e a desigualdade social. Sarah também atua como educadora infantil e tatuadora. Seus grafites se voltam ao mundo feminino, colocando-a também como personagem em busca de autoconhecimento e construção de identidade.
Conheça alguns nomes de mulheres ancestrais
relevantes no cenário social, cultural e
artístico de Piracicaba
Em quaisquer áreas que se mapeie, há mulheres se redescobrindo, propondo projetos diferenciados, ampliando alternativas de participação e reconhecimento.
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