Mulheres ancestrais relevantes no cenário social, cultural e artístico de Piracicaba

  • Cacilda Cavaggioni (1917-1994)
    Considerada a primeira radialista da cidade. Foi também atriz, chegando a atuar em peças em São Paulo e como protagonista de encenações montadas em Piracicaba, sendo figura marcante na reorganização do teatro amador da cidade, na década de 1950. Na área do ensino, foi vice-diretora da Faculdade de Serviço Social.
  • Clemência Pizzigatti (1935- 2009)
    Pintora, gravadora, muralista em mosaicos e vitrais, marcou suas atividades pelo pioneirismo, atuando como professora em universidades, onde desenvolveu estudos de arteterapia. Entre seus murais espalhados pela cidade, destaca-se o que se encontra no Parque do Mirante, maior ponto turístico de Piracicaba. Desenvolvido em 1968, com 120 metros quadrados, o trabalho envolveu 52 tipos de pedras coletadas por estudantes e retrata cenas da fundação de Piracicaba, assim como representações mais recentes de sua história, como o desenvolvimento industrial e da lavoura da cana de açúcar.
  • Francisca Salles de Arruda (Chiquita Arruda)
    foi professora, pianista, compositora e uma das fundadoras do Instituto Musical Piracicabano, em 1930, instituição precursora dos conservatórios musicais, onde já se oferecia o ensino também de harmonia, canto e história da música. Também na área do teatro infantil desenvolveu parcerias com Jaçanã Guerrini, com quem montou peças apresentadas no teatro Santo Estevão.
  • Ida Schalch ( 1881-1968)
    que nasceu ao final do século XIX, filha de imigrantes suíços e alemães. Formou-se no Colégio Piracicabano, onde, ao longo da vida, manteve seu ateliê de pintura, e ministrou aulas, até os 80 anos. Suas primeiras pinturas foram de cartões postais que distribuía, muito jovem, entre amigas. 32 de suas telas compuseram aquela que foi considerada a primeira exposição de pintura da cidade, em 1920, na chamada Universidade Popular. Sempre voltada a retratar Piracicaba, ganhou destaque inclusive na Exposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro. Críticos locais, que analisaram o impacto de sua formação em dezenas de gerações de piracicabanos voltados à pintura, destacam sua profunda consciência de artista, em tempos onde as mulheres enfrentavam todo tipo de preconceito.
  • Lyson Gasteur (Agostinha Belber Pastor, 1895-1970)
    nascida na Espanha, cresceu em Santa Terezinha e viveu até a adolescência na cidade, tendo se consagrado nacionalmente como atriz de teatro e produtora cultural, que inclusive manteve uma companhia de comédias (Cia de Revistas e Sainetes Lyson Gasteur), nas décadas de 20 e 30, que se apresentou em turnês por várias partes do país, inclusive aquelas onde ainda era rara a movimentação cultural. Sua trajetória foi objeto de revista musical, recentemente apresentada em palcos paulistanos, como referência para recuperação de parte da história nacional no teatro.
  • Jaçanã Guerrini (1905-1969)
    foi uma das intelectuais de sua geração na cidade. Professora e escritora, envolvida nas mais diversas iniciativas culturais da cidade, é autora de obras focadas no público infantil, teve vários livros publicadas pela Editora Melhoramentos, a maior da época. Fundou o primeiro teatro de bonecos que a cidade teve, em 1945. Um de seus livros, João Negrinho, foi transformado em filme, disponível na Cinemateca de São Paulo.
  • Maria Dirce de Almeida Camargo (1915-1998)
    foi pianista e também professora de várias gerações de piracicabanos, além de desenvolver a prática da música de câmera. Com formação em piano desde criança com os mais renomados professores do país, tornou-se referência no ensino desta área. Foi uma das fundadoras da Cultura Artística, em 1925, entidade que viabilizou a vinda periódica a Piracicaba de grandes nomes da música nacional e internacional, inclusive com apresentação de óperas. Atuou como organista da Catedral de Piracicaba e também colaborou com jornais locais.
  • Maria Renotte (Francoise Marie, 1852-1942)
    pode ser considerada a primeira feminista da cidade. Nascida na Bélgica, veio a Piracicaba para assessorar Martha Watts, fundadora do Colégio Piracicabano, e introduziu disciplinas como zoologia, mineralogia, física e ciências, ainda nos anos 1880 às alunas daquela instituição, onde também organizava encontros periódicos com apresentações musicais e declamações de poesia. Em paralelo, escrevia para jornais e revistas de circulação nacional em defesa dos direitos das mulheres e a necessária igualdade entre os sexos. No jornal Gazeta de Piracicaba publicou série de artigos pioneiros sobre “Educação da Mulher”, em 1882.
  • Maria Benedita Penezzi (1917-1985)
    foi a primeira vereadora de Piracicaba, eleita em 1955, com pouco mais de 38 anos. Era negra, vinda de uma família humilde, enfrentando, portanto, vários tipos de preconceitos. Só conseguiu estudar e formar-se em Direito aos 50 anos, passando a atuar como advogada. Exerceu três mandatos junto à Câmara de Piracicaba (1956 a 1967), embora tenha enfrentado temporariamente a suspensão de seus direitos políticos, reconquistados por decisão do STJ.

Mulheres
Ancestrais

Conheça alguns nomes de mulheres ancestrais
relevantes no cenário social, cultural e
artístico de Piracicaba

Artistas e fazedoras da
cultura no séc. XXI

Em quaisquer áreas que se mapeie, há mulheres se redescobrindo, propondo projetos diferenciados, ampliando alternativas de participação e reconhecimento.

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