Cresceu em meio a saraus que aconteciam em sua casa, sob a influência do pai, um caminhoneiro que amava tocar sanfona. Ser musicista como essência nasceu ali. De costureira profissional optou pela música e assumiu as dificuldades da área, cantando em barzinhos, em bandas de baile, enquanto também fortalecia seu trabalho como preparadora vocal e professora de música, inclusive na área de musicalização infantil, onde atende autistas. Paralelamente, foi se envolvendo também em outros projetos populares como o Batuque de Umbigada, a Orquestra de Viola Caipira, o Bloco da Ema. Seu mais recente trabalho é a musicalização de poemas da escritora Carmelina de Toledo Piza, proporcionando apresentações em conjunto de literatura e música.
Coordenadora do grupo Samba de Lenço, integrante do Batuque da Umbigada, Ediana é arte-educadora e batuqueira. Envolvida na maioria das atividades promovidas ao longo dos últimos anos por tais grupos, já teve vários projetos aprovados pela Secretaria de Cultura do Estado, em temáticas de estudo, análise dos aspectos históricos, sociais, e divulgação do Samba de Lenço, do Samba Rural. Participou, para debates e reflexões sobre sua atuação, do chamado “Espaço dos mestres” no Revelando SP, festival de cultura tradicional e economia criativa paulista, evento anual realizado em São Paulo que já chegou a reunir em uma de suas edições um público acima de 380 mil pessoas .
Tem uma história de intervenções sucessivas no bairro Santa Fé, periferia de Piracicaba. Descrita como figura com múltiplas atividades, como educadora infantil na rede municipal de ensino, atriz, batuqueira e rapper, Mayra primeiro organizou uma biblioteca comunitária em sua própria casa. Para combater a violência da região, veio depois a criação do Barranco Cultural, também como forma de incentivar manifestações culturais que pudessem oferecer outras opções àqueles que ali viviam, seja em literatura, música, cinema. Trata-se do aproveitamento literal de um barranco localizado ao final de uma rua sem saída, que passou a ser utilizado como palco para todo tipo de apresentações artísticas, inclusive exibição de filmes, com a posterior criação do “Cine Barranco”.
Conheça alguns nomes de mulheres ancestrais
relevantes no cenário social, cultural e
artístico de Piracicaba
Em quaisquer áreas que se mapeie, há mulheres se redescobrindo, propondo projetos diferenciados, ampliando alternativas de participação e reconhecimento.
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